Notícias da semana

Roblox, Youtube, WhatsApp e nova lei: algumas das notícias sobre mundo digital e tecnologia no Brasil esta semana


Roblox proíbe chat entre crianças e adultos

A plataforma de jogos Roblox anunciou novas regras para o uso do chat, exigindo verificação de idade facial e limitando a comunicação direta entre crianças e adultos desconhecidos.

A decisão veio após denúncias graves e processos judiciais nos Estados Unidos envolvendo falhas de moderação e riscos de aliciamento de menores. Com o novo modelo, o chat passa a funcionar por faixas etárias, e crianças mais novas só podem acessar o recurso com autorização dos responsáveis.

A reação foi mista. Parte da comunidade criticou as restrições, enquanto a decisão da empresa ocorre em meio a uma pressão pública, jurídica e institucional crescente para que plataformas reforcem a proteção de crianças em ambientes digitais.

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Agora pais têm controle do YouTube Shorts

O YouTube ampliou seus controles parentais e passou a permitir que responsáveis definam quanto tempo adolescentes podem passar no Shorts, o feed de vídeos curtos da plataforma.

A novidade permite limitar ou até zerar o acesso ao Shorts em contas supervisionadas, algo inédito até então. A medida se soma a outras ferramentas de bem-estar digital, como lembretes de pausa e redução de recomendações repetitivas.

A mudança reconhece um problema real: o consumo automático e prolongado de vídeos curtos, especialmente entre crianças e adolescentes. Ainda assim, é importante ressaltar que controles técnicos não substituem o acompanhamento ativo dos responsáveis.

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WhatsApp não pode barrar IAs (por enquanto)

O WhatsApp tentou mudar suas regras para impedir que empresas cujo produto principal é inteligência artificial continuassem operando via WhatsApp Business. A justificativa foi técnica, envolvendo uso da infraestrutura e propósito da API.

O problema é que a Meta AI, solução da própria empresa, continuaria funcionando normalmente. Empresas afetadas recorreram ao Cade, que concedeu uma medida preventiva suspendendo a aplicação das novas regras.

A decisão é temporária e não julga o mérito do caso, mas sinaliza um ponto importante: plataformas dominantes não podem redesenhar mercados inteiros sem escrutínio regulatório. O processo segue em andamento.

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Nova lei reconhece profissionais multimídia no Brasil

Com a sanção da Lei nº 15.325/2026, o Brasil passou a reconhecer oficialmente a profissão de multimídia. A norma define atividades ligadas à criação, produção, edição e distribuição de conteúdos digitais em diferentes mídias.

A lei exige nível técnico ou superior para o enquadramento formal, mas não cria conselho profissional, registro obrigatório nem impõe novas obrigações diretas a criadores independentes. Influenciadores e produtores sem formação formal podem continuar atuando normalmente.

Na prática, o texto funciona mais como um marco jurídico inicial do que como uma mudança imediata no mercado. Seus efeitos dependem de como empresas, instituições e políticas públicas vão adotar esse enquadramento.

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