Meta terá assinaturas premium e anúncios

Mudanças no Facebook, WhatsApp, Instagram e Threads estão chegando. Criação de assinatura premium e novos anúncios são anunciados pela Meta.


Já se perguntou como as empresas de redes sociais ganham dinheiro? A Meta, uma das líderes da área, está mudando e testando aos poucos novas formas de lucrar.

Pode até não ser uma virada brusca, mas é bem clara. De um lado, surgem assinaturas premium em apps historicamente gratuitos. Do outro, novos espaços publicitários, como o Threads, entram em operação.

São duas frentes diferentes, com objetivos distintos, mas que revelam a mesma coisa: a Meta não quer depender de um único modelo de receita.

Assinaturas premium no Instagram, Facebook e WhatsApp

Primeiro vamos falar do que ainda não passou a valer: a Meta vai testar assinaturas pagas em seus principais aplicativos.

Esses planos não substituem o uso gratuito, mas adicionam camadas extras. A promessa é acesso a recursos avançados, mais produtividade, mais controle e funcionalidades de IA. Cada app terá sua própria assinatura, com benefícios diferentes.

No Instagram, por exemplo, os testes incluem listas de público ilimitadas, ver pessoas que não te seguem de volta e até a possibilidade de ver Stories sem ser identificado. No WhatsApp e no Facebook, os detalhes ainda são menos claros, mas a lógica é a mesma: pagar para ter mais poder dentro da plataforma.

Um ponto importante: essas assinaturas não substituem o Meta Verified, serviço pago focado em criadores e empresas, que oferece verificação, suporte prioritário e proteção contra falsificação de identidade. Elas são outro produto, mas a empresa promete usar aprendizados do Meta Verified para aprimorar seu modelo de assinaturas.

Os testes indicam que a Meta ainda está avaliando quais ofertas fazem sentido e para quais perfis de usuários.

Outra novidade é que a Big Tech planeja expandir o uso do Manus, um agente de IA adquirido recentemente por cerca de US$ 2 bilhões, como parte de sua estratégia de assinaturas.

Além disso, a empresa planeja testar assinaturas ligadas a recursos específicos de IA, como a geração de vídeos com o Vibes, sua ferramenta de vídeos curtos baseada em inteligência artificial. Hoje, o Vibes é gratuito, mas pode passar a operar em modelo freemium, com cobrança para liberar capacidades adicionais.


O Threads começa a exibir anúncios

O outro movimento recente da Meta acontece no Threads, e já está funcionando: anúncios patrocinados no munto todo, inclusive no Brasil. O objetivo é que a rede seja mais segura e previsível para anunciantes, em contraste com o X (antigo Twitter), que tem passado por polêmicas e recebe críticas sobre funcionamento e direcionamento de anúncios.

O formato segue o padrão já adotado pela Meta, com anúncios em imagem, vídeo e carrossel. O principal diferencial apontado pela empresa está no cross-targeting: o Threads já nasce integrado e utiliza o histórico do Instagram e do Facebook, o que permite uma segmentação publicitária mais eficiente desde o início.

Isso torna o inventário publicitário mais valioso. O anunciante não começa do zero. A Meta já conhece o usuário, seus interesses e comportamentos.

O que isso isso significa?

As redes sociais nunca foram realmente “100% gratuitas”, mas estamos avançando para um estágio onde isso está ficando cada vez mais claro

A Meta está testando até onde pode ir sem afastar usuários, e quem não quiser pagar continuará usando. Quem quiser mais recursos, mais alcance ou mais controle, pagará.

Quando pagar por rede social deixar de ser exceção, você vai achar normal ou vai procurar outra saída?


Fontes: Canaltech, TechCrunch