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Julgamento nos EUA pode obrigar a Meta a remover recursos como rolagem infinita e Stories do Instagram

22/08/2026

Julgamento nos EUA pode obrigar a Meta a remover recursos como rolagem infinita e Stories do Instagram

Um processo nos Estados Unidos contra a Meta pode alterar profundamente o funcionamento do Instagram e do Facebook. Estados norte-americanos pedem que a Justiça obrigue a empresa a retirar recursos considerados potencialmente viciantes, como a rolagem infinita de conteúdo, a reprodução automática de vídeos e os feeds definidos principalmente por algoritmos.

A ação também questiona ferramentas populares das plataformas, entre elas conteúdos que desaparecem após determinado período, como os Stories do Instagram, e filtros de beleza. A tese apresentada pelos estados é que esses elementos prolongam o tempo de uso, coletam mais dados dos usuários e podem ampliar riscos para crianças e adolescentes.

Acusação envolve segurança de menores

Na abertura do julgamento, a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O’Neill, acusou a Meta de priorizar o lucro em vez da segurança. Segundo ela, a empresa esconderia a realidade da presença de menores de 13 anos em seus serviços e adotaria um modelo voltado a atrair usuários, mantê-los conectados e explorar seus dados.

A Meta afirma enfrentar uma possível penalidade de US$ 1 trilhão, além de impactos sobre seu modelo de publicidade. Mas as consequências de uma derrota podem ir além da companhia. Para Kate Winick, analista principal da consultoria Forrester, uma decisão desfavorável criaria um precedente de grande alcance e poderia representar o fim das redes sociais como são conhecidas hoje.

A comparação feita por especialistas é com os grandes processos contra a indústria do tabaco nos anos 1990. Nesse cenário, as redes sociais poderiam se tornar mais difíceis de acessar para jovens, sofrer restrições de design e passar por uma mudança cultural na forma como são vistas por famílias, escolas e autoridades públicas.

Processos podem atingir outras plataformas

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Meta é apenas a primeira empresa na fila. Há processos pendentes contra YouTube e Snap, e a expectativa é que outras plataformas adotem mudanças preventivas se a Justiça determinar novas regras para Instagram e Facebook. A Snap, por exemplo, possui uma base de usuários relativamente mais jovem e poderia antecipar ajustes para reduzir riscos legais.

Em março, Meta e YouTube já foram consideradas negligentes em outro julgamento de grande repercussão, em Los Angeles. A autora do processo, uma jovem que afirmou ter se tornado dependente dos aplicativos ainda na infância, relacionou o uso das plataformas à dismorfia corporal grave, à depressão e a pensamentos suicidas. Especialistas avaliam que novas ações movidas por adultos, com alegações semelhantes, poderiam elevar ainda mais a pressão sobre o setor.

Instagram é terreno alugado; presença própria é patrimônio

Para pequenos negócios, o julgamento também expõe um risco prático: construir toda a presença digital dentro do Instagram ou do Facebook significa operar em terreno alugado. A plataforma pode mudar recursos, alcance, formato ou regras por decisão própria ou por pressão judicial, enquanto a empresa continua dependente daquele espaço para ser encontrada e conversar com clientes.

Redes sociais continuam importantes, mas funcionam melhor quando levam o público para uma estrutura que o negócio controla. A ID Agência desenvolve sites e landing pages com foco em conversão, performance e SEO para transformar audiência emprestada em patrimônio digital próprio. Assim, uma mudança no feed ou nos Stories afeta um canal de divulgação, não toda a presença da empresa na internet.

Impacto sobre o modelo de negócios

Uma eventual reforma não significaria necessariamente o fim das redes sociais, mas poderia reduzir o uso ao longo do tempo, caso os serviços deixem de introduzir jovens a mecanismos de engajamento contínuo. O resultado do caso, portanto, pode influenciar não apenas os recursos disponíveis nos aplicativos, mas também o modelo econômico baseado em atenção, dados e publicidade direcionada.

Fontes

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