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Brasil supera os Estados Unidos na adoção de agentes de IA para comunicação com clientes, segundo estudo da Sinch

15/08/2026

Brasil supera os Estados Unidos na adoção de agentes de IA para comunicação com clientes, segundo estudo da Sinch
Brasil supera os Estados Unidos na adoção de agentes de IA para comunicação com clientes, segundo estudo da Sinch

Empresas brasileiras aparecem à frente das norte-americanas na implantação de agentes de inteligência artificial (IA) para comunicação com clientes, segundo o estudo global The AI Production Paradox, da empresa sueca Sinch. Entre as companhias pesquisadas no Brasil, 76% já usam esses agentes em produção, ante 67% nos Estados Unidos e 62% na média dos países analisados.

O dado se refere a sistemas de IA que conversam ou interagem com clientes por canais como chat, WhatsApp, e-mail e voz. Não é, portanto, uma medição sobre todo tipo de inteligência artificial usado nas empresas, como ferramentas para criar textos, imagens ou planilhas.

O recorte da pesquisa é de grandes empresas

A pesquisa foi realizada em janeiro de 2026 com 2.527 executivos de empresas com pelo menos mil funcionários, em dez países e seis setores. Os participantes ocupavam cargos de direção e eram responsáveis pela estratégia de IA de suas organizações.

Isso é uma limitação importante para o pequeno negócio brasileiro: o levantamento não mede diretamente o uso de agentes de IA por lojas de bairro, salões, restaurantes, clínicas ou profissionais autônomos. Também não informa preços, planos ou condições de acesso a ferramentas específicas para esse público.

Ainda assim, o resultado ajuda a mostrar onde a tecnologia está sendo aplicada com mais frequência: no atendimento e na comunicação com o cliente. Para negócios menores, esses são justamente os canais que concentram perguntas sobre horário, orçamento, pedidos, agendamentos, entregas e formas de pagamento.

Atendimento por IA exige controle, não só implantação

O mesmo estudo aponta que três em cada quatro empresas já precisaram retirar ou desfazer a implantação de algum agente de IA. Entre os problemas relatados estão exposição de informações pessoais, respostas inventadas pela ferramenta e falta de registros para acompanhar o que foi dito ao cliente.

A Sinch também informa que 84% das equipes técnicas voltadas à comunicação com clientes gastam ao menos metade de seu tempo com controles de segurança. Na prática, isso indica que colocar uma IA para responder mensagens não é apenas ativar um recurso: é preciso acompanhar as respostas, definir limites e garantir que dados de clientes não sejam tratados de forma inadequada.

O que o dado brasileiro mostra

A liderança brasileira na pesquisa não significa que toda empresa do país esteja mais avançada em IA do que as norte-americanas. Ela mostra, especificamente, que as grandes empresas brasileiras entrevistadas declararam maior presença de agentes de IA já em operação na comunicação com consumidores.

Como o site mostrou ao explicar aplicações de IA generativa nos negócios, a utilidade dessas ferramentas depende menos de entusiasmo e mais de uma tarefa clara. O estudo da Sinch reforça esse ponto ao revelar que, mesmo entre empresas grandes e com equipes especializadas, a implantação pode exigir correções depois de entrar no ar.

Para o pequeno negócio, a principal leitura é objetiva: a IA de atendimento já saiu da fase de teste em parte relevante do mercado, mas os riscos apontados na pesquisa também existem. O levantamento não permite concluir quais ferramentas são adequadas, acessíveis ou economicamente vantajosas para empresas menores.

Fontes

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