O maior influencer do mundo agora é IA

Khaby Lame, um dos maiores influencers do mundo, fechou acordo milionário que permite o uso de sua imagem para replicar sua imagem como IA.


Pode parecer exagero dizer que o maior influencer do mundo agora é inteligência artificial. Mas, se olharmos com atenção para o que está acontecendo, essa afirmação começa a fazer sentido.

O caso mais recente envolve Khaby Lame, um dos maiores criadores do planeta. Ele fechou um acordo estimado em cerca de US$ 900 milhões (mais de 4,5 bilhões de reais).

O valor é impressionante, mas ainda assim não é o ponto mais transformador da história. O verdadeiro marco está na criação de um gêmeo digital baseado em inteligência artificial.

O Que É Esse Gêmeo Digital?

O contrato autoriza o uso de Face ID, Voice ID e padrões comportamentais do criador para desenvolver uma versão digital capaz de replicar sua imagem, seus gestos e até sua voz Khaby Lame. Isso significa que conteúdos poderão ser produzidos em larga escala, em diferentes idiomas e fusos horários, sem depender da presença física do criador.

Não estamos falando apenas de automação, estamos falando da transformação de uma pessoa em um sistema escalável de influência. Até hoje, influenciadores monetizavam principalmente duas coisas: audiência e tempo.

Quanto maior o público e mais ativa a produção de conteúdo, maior o potencial de receita. O limite sempre foi humano e sempre existiu um número finito de vídeos que alguém pode gravar ou de campanhas que pode participar. Mas tudo isso pode mudar.

Com um gêmeo digital, a limitação praticamente desaparece. A expectativa do acordo é gerar mais de US$ 4 bilhões em vendas anuais com apoio da criação de conteúdo por IA.

Outro ponto estratégico é que Khaby não ficou apenas como rosto da operação. Ele se tornou acionista majoritário da empresa que passa a gerenciar sua própria marca. Ele não será apenas agenciado por uma agência, mas sim o dono da estrutura que monetiza sua imagem.

O gêmeo digital é o coração dessa transformação. Ele permite que a influência seja distribuída como produto, operada como empresa e escalada como tecnologia.

Tudo aparenta ser incrível e ter tudo para dar certo : tecnologia viável, modelo financeiro ambicioso e enorme potencial de escala. Mas será o público aceitará a mesma conexão com uma versão parcialmente automatizada?


Fontes: Forbes, Exame.